Chegamos! Vitória!

Caros,

chegamos com sucesso ao final do Rali da Mongólia!!!

 É com grande entusiasmo que compartilhamos o sucesso de nossa aventura!

Foram 12 mil quilômetros de pura e incessante superação!

12 mil quilômetros sempre calculando a reserva técnica do nosso velho Citroën, o melhor caminho e a melhor rota entre todos os obstáculos que transpuzemos. 

Enfrentamos todos os tipos de tempestades, arreia, vento, chuva e até mesmo de insetos. 

Atravessamos cidades em festa, controles policiais, complicadas fronteiras e incessantes controles de passaporte e também a difícil barreira da língua e da escrita.

Metro após metro, fomos lentamente cruzando o enorme continente até finalmente chegarmos a Ásia.

Furamos um pneu e rasgamos um segundo, mas nada foi capaz de nos deter, nem mesmo os profundos rios que éramos obrigados a transpor! Nem mesmo nosso distribuidor que teimava em se enxarcar nos impediu de progredir.

Foi incrível! 

Nosso Citroën chegou inteiro, ainda que com severo desgaste nas articulações da suspensão dianteira e um pronunciado vazamento de óleo do motor. 

Certamente este foi um capítulo inesquecível em nossas vidas!

Com a nossa chegada a Ulan Ude, celebramos o final da aventura, mas o blog continuará com as nossas impressões e detalhes sobre a viagem.

Em razão do horário de operação do pódio de chegada, o blogger perdeu a foto com o seu time, mas não se preocupem! Neste instante ele escreve de algum lugar entre a Rússia e o oriente médio, por onde deve perambular nos próximos dias encontrando vôos que em algum momento entregarão ele de volta a sua bicicleta e sua apaixonante profissão.

Dietrich e Gerard seguirão viajando mais uma semana pelo Baikal.

Clemente, Dietrich e Gerard saíram ainda mais amigos que antes de começarem a aventura.

Aguardem os próximos desdobramentos!

Estamos preparando os novos capítulos do Brazil Nuts...

O Citroën? Ele voltará para casa e receberá todo carinho para voltar a sua velha (ou nova) forma!

 África? Alaska? Marte?

Depois desta, o mundo ficou pequeno! Nem mesmo a fronteira da Mongólia nos segura mais!

Abraços a todos que nos acompanharam e especiais agradecimentos aos nossos patrocinadores:

Nelson Piquet com a Autotrac, que garantiu o financiamento para a Cool Earth.

Fernando, Verô, Carol e Maysa da Curtlo, que nos vestiram com as melhores roupas high tech feitas no Brasil, com tecnologia que sempre nos manteve lívres do frio, calor e do mau cheiro.

Abraços 

Clemente

 Chegamos!!! 

Chegamos!!! 

Saímos da Mongólia! Parados na fronteira da Rússia!

Pois é, um dia inteiro para sair se um país e entrar no outro. 

Ainda assim fizemos amigos e o tempo vem passando rápido!

Para acelerar nossa passagem, tivemos que fazer um cordão de impedimento contra os espertinhos. Deu certo! 

Ainda assim 12 horas passam bem rápido!

 Aqui ninguém passa! Ralliers unidos jamais serão vencidos!

Aqui ninguém passa! Ralliers unidos jamais serão vencidos!

 Que tal?  

Que tal?  

 Uma conversar legal com a Mariko em Paris! 

Uma conversar legal com a Mariko em Paris! 

 Nossos amigos na fronteira da Rússia  

Nossos amigos na fronteira da Rússia  

 Inclusive um de quatro patas! Meiga!  

Inclusive um de quatro patas! Meiga!  

Isa e Rafa; uma DayTrip para o Gobi

Viajar tem destas, encontrar pessoas realmente incríveis. 

Depois de mais de um mês na estrada, sofrendo com o russo e depois sofrendo com a quase impossível comunicação com os mongóis, encontrar amigos viajantes, com bom espírito e inigualável simpatia, foi um grandioso momento em nossa viagem. 

A Isa e o Rafa não só nos acolheram em Ulan Bator, mas também nos acompanharam até o deserto de Gobi, onde o objetivo era chegar até os Flamming Cliffs. 

Infelizmente em razão da má qualidade das estradas e também do avançado estado de desgaste dos pivôs de suspensão do nosso Citroën, nós literalmente morremos na praia, no caso, no deserto. Chegamos ao Gobi mas achamos prudente não ir até o final, garantindo assim nossa chegada ao final do rali, em Ulan Ude, cidade russa localizada a 1400 km ao norte do semi-deserto sino-mongol. 

Resolvemos montar o camping ali mesmo, no nada do Gobi. Não se enganem, apesar de ser um deserto, o frio é impiedoso. 

Mais uma vez fomos acolhidos pela Isa e Rafa, desta vez no interior do seu belo Land Rover Defender, batizado por eles de Curumim. O Curumim tem uma maravilhosa cozinha interna, montadamanualmente pelo casal, além de um grande banco longitudinal que acolhe com muito aconchego até 5 pessoas para uma calorosa conversa e chá de fim de noite. 

A Isa e o Dietrich cuidaram do jantar, uma belíssima massa vegetariana com molho de legumes, delícia pura. 

Enquanto isso os demais apreciavam as estrelas, a via-láctea, os satélites passando e a chuva de estrelas cadentes. 

Confraternizamos, contamos histórias e fomos dormir. 

Durante a noite um forte vento começou a varrer o deserto, praticamente asfixiando o blogger em sua barraca de três estações. A poeira passava pela ventilação da barraca e nada restou a não ser desmontar toda a tralha debaixo da tempestade de vento e me recolher no interior do Citroën. 

Gerard e Dietrich, que compartilhavam uma simples barraca de magazine, não tiveram qualquer problema. REI, fiquei decepcionado com a “super” barraca de vocês! 

Acordamos no dia seguinte, tomamos um delicioso café no interior do Land Rover do DayTrippers e desmontamos o camping, desta vez fugindo de uma nova tempestade, agora molhada que armava-se a poucos quilômetros no horizonte. 

Isa e Rafa carinhosamente se oferecem para nos levar até o Flamming Clifs, mas resolvemos mesmo assim retornar para Ulan Bator. O tempo realmente não cooperava. 

Fizemos uma parada para despedida no aeroporto local, que estava fechado, onde passamos parte do equipamento que não usaríamos mais para os viajantes queridos. Nossa impressora de fotos e nossas cadeiras de camping agora ganharam um novo lar. Coincidentemente tudo que eles sonhavam fazia algum tempo. Foi gratificante. 

Eis que chega a hora da despedida. Os olhos de todos se encheram de lágrimas, fizemos uma última foto, nos despedimos, sentamos no carro e em segundos todos choravam ao passo que os olhares e acenos se perdiam na imensidão do Gobi. Jamais vamos esquecer desta despedida.

Sim, choramos e muito, de verdade! Aliás, os olhos do blogger ainda se enchem de lágrimas.  Depois de tantos dias imersos em pura aventura, este encontro foi muito significativo, algo inexplicável, pura sinergia! 

Seguimos em direção a Ulan Bator com um vazio deixado pela já saudade da Isa e do Rafa. Dirigindo nosso velho carro,  pensava nas prioridades que definimos para nossas vidas, prioridades que no meu caso ceifaram a possibilidade de ficar mais alguns dias conversando sobre viagens, culturas, etc…

De volta a Ulan Bator, voltamos a nos hospedar no hostel Oasis, onde a missão seria definir os vôos de volta para o Brasil…. 

O encontro com os DayTrippers foi realmente um dos pontos belos de nossa viagem. No caminho de volta, a inspiração dos viajantes do Curumim invadiu a cabine do Citroën. Já começamos planejar as próximas aventuras do trio. Este sem dúvida é o melhor e mais evidente sinal que nosso time realmente se dá bem, mesmo após 30 dias confinados num pequeno carrinho 1.0

Abraços

Clemente

 

PS: não deixem de seguir a aventura deles: DayTrippers 

 

 Gobi e um arco-íris escondido  

Gobi e um arco-íris escondido  

 Mais uma noite em um hotel de um bilhão de estrelas  

Mais uma noite em um hotel de um bilhão de estrelas  

 Isa e Dietrich arrepiam na cozinha

Isa e Dietrich arrepiam na cozinha

 Atenção total aos legumes

Atenção total aos legumes

 Isa contando os causos

Isa contando os causos

 Vai Brasil! 

Vai Brasil! 

 Rafa curtindo

Rafa curtindo

 Chá da noite no Curumim! 

Chá da noite no Curumim! 

 O dia amanheceu assim

O dia amanheceu assim

 Cada um faz uma coisa, um segura o pão, o outro a manteiga e o terceiro espalha.

Cada um faz uma coisa, um segura o pão, o outro a manteiga e o terceiro espalha.

 Land coração de mãe, sempre cabe mais um, inclusive o chá Akbar!

Land coração de mãe, sempre cabe mais um, inclusive o chá Akbar!

 Despedida final com cadeiras novas e as velhas! Aeroporto deserto só para nós.

Despedida final com cadeiras novas e as velhas! Aeroporto deserto só para nós.

 Camelos na estrada, normal no Gobi

Camelos na estrada, normal no Gobi

Chegamos em Gobi, o deserto!

Acompanhados dos fantásticos amigos do Brasil em seu belíssimo Land Rover, Rafael Avila e Isabela Miranda do DayTrippers , partimos hoje em direção a China. Nosso objetivo é conhecer o deserto de Gobi. 

Foi um dia bastante legal! Completamos 10 mil km de viagem e poucos quilômetros depois nosso Citroën fez 100 mil km! Um jovem de 35 anos.

100 mil km não é nada se comparamos ao Land Rover Defender da Isa e do Rafa, hoje com mais de 300 mil km acumulados ao redor do mundo na mão do casal. 

Devemos acampar nos Flaming Cliffs aqui em Gobi.

 

 Viva! 100mil km! 

Viva! 100mil km! 

 Ok, 100 mil e um km!

Ok, 100 mil e um km!

 Isa, Rafa e os Nuts! Ah sim, tem o camelo, que resolvi chamar de Tanker! 

Isa, Rafa e os Nuts! Ah sim, tem o camelo, que resolvi chamar de Tanker! 

 Camelos em fuga! 

Camelos em fuga! 

“This is a hard route” e o sorriso que um arame proporciona!

Olá, olá!!!

Finalmente retomamos a atualização do blog! 

No post anterior comentamos que estávamos indecisos sobre o caminho que faríamos em direção a capital da Mongólia, Ulan Bator. 

Existiam duas opções, a rota sul em bom estado com quase nada para se ver ou subirmos em direção ao norte e arriscar a rota central com sua exuberante paisagem montanhosa geralmente realizada por 4x4. Optamos pelo segunda, é claro!

Nos informamos com os locais e a resposta foi: “This is a hard route”

Foi fantástico! A exuberância da paisagem da Mongólia terminou por nos cativar! 

Sem querer ao escolher um dos vários caminhos possíveis partindo de Altai e subindo em direção ao norte, terminamos por desviar da rota. Apesar evidentemente errado, a paisagem do caminho era maravilhosa. Tivemos então a idéia de ligar para alguém acordado às 2h da madrugada no Brasil para verificar nosso ponto no Spot e assim termos certeza se o caminho que estávamos levaria ou não até Uliastai. O pai notívago do blogger foi o escolhido.

“Oi pai, você poder ver no spot com imagem do Google Earth, se a estrada que estamos vai até Uliastai?” 

Em alguns momentos veio a resposta via mensagem no Iridium: “Caminho errado”.

Voltamos os 30km que havíamos rodado, continuando o caminho oficial. 

Nem tudo sairia perfeitamente como havíamos planejado. Uma chuva torrencial varria as estepes Mongóis, tornando a condução bastante complicada. Tivemos que parar o carro algumas vezes para enxugar os componentes da ignição do carro, que a cada travessia de alagados se molhava nor roubando quase toda a força do motor. 

Nada disso porém se compararia ao maior desafio do nosso caminho, a queda em uma enorme vala. 

Eis que surge uma erosão, sem muita possibilidade para sair dela em direção a um piso melhor, escolhemos deixa-la passar sob o carro. Não deu certo, escorregamos para seu interior com uma considerável batida. 

Estávamos no absoluto ermo das estepes, chovendo, com frio e agora com assoalho do carro encostado na terra e com uma das rodas de tração girando livremente no ar. 

Chacoalhamos, cavamos, empurramos, mas nada surtia efeito. Apoiamos então a roda girando em falso com uma pedra, subimos nas portas e num conjunto de movimentos bastante sincronizados, aos poucos o Citroën se libertou do obstáculo. 

Continuamos então nosso lento progresso em direção a cidade de pernoite. 

Poucas horas antes de nosso destino, surge um caminhão quebrado e seu motorista em apuros pedindo ajuda. 

A comunicação é simplesmente impossível, por sorte a língua dos sinais é bastante universal. Com um alicate em mão e movimentos descrevendo um fio, logo entendemos! “Ele quer uma arame!”

Há! A vida e suas coincidências!

Durante uma das paradas nas obras das estradas da Letônia, o blogger havia pego do chão um pedaço de arame amarrado para qualquer eventualidade junto ao mecanismo do porta-malas. Entregamos o arame e fomos recompensados com um sorriso maravilhoso. Ficamos gratos e felizes em ajudar alguém naquela imensidão deserta. 

Ufa! Que dia! Estávamos exaustos!

Chegamos então em Uliastai, uma minúscula e pitoresca cidade, encontramos um hotel, este previsivelmente em péssimo estado e fomos jantar.

O restaurante foi um ponto alto de nossa passagem pela cidade. O que até então se mostrava um lugar tranquilo, transformou-se precisamente às 10 horas da noite em uma balada, com som alto e raios laser e muita diversão. Claro, fomos educadamente alertados pelo garçom “Now is party”.

Foi interessante ver como os mongóis dançam os manjados hits internacionais; em círculos como suas lutas. 

De Uliastai continuamos viagem para Tosontsengel. As estradas que até então estavam péssimas, se tornaram ainda piores. Pedras cortantes, rios para atravessar, lama, aclives, areia e infinitas opções de caminhos, diminuíram ainda mais nosso progresso. Nossa velocidade média agora era não mais que 20 km/h. Uma verdadeira tortura mental!

Durante nosso pernoite em Uliastai o Dietrich havia passado bastante mal em razão de alguma comida que havíamos experimentado. Este dia foi especialmente complicado para ele. Agravando ainda seu sofrimento, um forte cheiro de gasolina seguindo de um substancial vazamento de combustível se tornou realidade no interior do carro chacoalhante. Nosso Citroën não parecia acreditar que em seus 35 anos de idade, viria enfrentar tamanho desafio justo em sua aposentadoria. 

Ao final do dia chegamos até um belíssimo vale onde resolvemos montar nosso acampamento.

Aproveitamos para reparar o tanque de combustível, com massa epoxi que havíamos comprado momentos antes com muita mímica e alguma ajuda de um tradutor on-line e então terminamos de montar nossas barracas. 

Novamente a natureza e a paisagem da Mongólia nos acolheu com incomparável beleza e tranquilidade. Dormimos como pedras, mas somente após apreciar o por do sol e o maravilhoso céu característico das estepes mongóis. Outro hotel de um bilhão de estrelas!

Foi uma noite bastante fria, mas nosso equipamento nos atendeu na medida certa. 

Acordamos, tomamos café e continuamos nossa jornada pelas montanhas e estepes Mongóis. O destino seria agora o Lago Branco um vale formado por um imponente vulcão. 

As estradas agora ficaram mais largas, mas ainda muito ruins, repletas de impiedosas costelas de vaga. Uma pequena folga na suspensão dianteira, que outrora não nos incomodava, aumentara preoucupamentemente, nos obrigando a dirigir ainda mais devagar.

Indiferente da qualidade das estradas, chegamos à majestosa margem do lago branco onde ficaríamos hospedados em uma tradicional yurt. Que delícia! Aconchegante, aquecida e com direito a uma tradicional sopa de carne de cabra e leite de iaque quente. 

As opções vegetarianas são inexistentes, logo não se tem muita opção. Experimentar a cozinha local faz parte da aventura.  

Carregamos a salamandra de nossa yurt com bastante lenha e assim tivemos nosso merecido descanso em camas não muito maiores que este que vos escreve. 

Partimos então em direção ao nosso último dia pela rota central. Confesso que já estávamos bastante fartos da tortura imposta pela má qualidade do caminho.

Aproveitamos para presentear alguns locais com fotografias tiradas por nós e impressa numa pequena impressora que carregamos. Foi muito legal!

Tomamos um delicioso banho de rio, sim, fazia já alguns dias que não tomávamos banho.  Foi um banho bastante frio e uma água de pureza desconhecida, para não dizer coisa pior. 

Chegamos ao Museu e templo budista de Kharakhorum na cidade de Kharkhorin, a capital do império mongol até o século XIII. Bonito e muito turístico. 

Aproveitamos a parada para colocamos novamente o par de pneus de asfalto na dianteira do nosso carro e também para constatarmos que nosso bagageiro havia se quebrado em uma de suas pernas de sustentação. 

Já em direção a atual capital do país, Ulan Bator, encontramos um simpático mecânico na beira da estrada que com muita alegria e irreverência reparou nosso bagageiro com solda elétrica e toda mímica envolvida no processo. 

Esperando em nosso destino, encontrava-se o casal de overlanders brasileiros Rafa e Isa os“Day Tripers” viajando em seu fantástico Land Rover Defender. Eles já haviam reservado camas no hostel “Oasis”.

Encontrar brasileiros amigos foi muito bom! Estamos muito felizes! 

Sim, o hostel Oasis é um verdadeiro Oasis nesta grande Mongólia, ponto de encontro de todos os viajantes internacionais, banheiros ocidentais, nada de latrinas, e com um agradável sistema de self service para bebidas e comidinhas. Tudo gerenciado por um casal de Austríacos. 

Infelizmente hoje foi a vez do blogger indispor. Acordei com horríveis calafrios, seguido de um belíssimo desarranjo intestinal. Eventualmente o mau cheiro da água do rio que nadamos outrora dê uma pista, cheirava esgoto e sem querer, acabei engolindo alguma água, confirmando minha suspeita sobre a água… Mas já estou me sentindo melhor… Não se preocupem! ;)

Se tudo correr bem, amanhã devemos ir em direção ao deserto de Gobi, para depois voltar ao norte, em direção a Ulan Ude na Rússia.

Em Ulan Ude finalizamos o rali, embarcamos o carro de trem para Vilnius e voltarmos para casa.

Sim, estamos bastante exaustos, mas acreditem, nossas almas foram purificadas por toda exuberância e superação imposta pelos belíssimos caminhos da Mongólia.  

Um grande abraço e não deixem de comentar! 

Nuts!

 Caminho errado, mas que beleza  

Caminho errado, mas que beleza  

 As nuvens desceram conferindo um clima interessante.

As nuvens desceram conferindo um clima interessante.

 Perdidos e felizes

Perdidos e felizes

 Buracooo! 

Buracooo! 

 Restaurante de Uliastai

Restaurante de Uliastai

 O mesmo restaurante em Uliastai em modo balada

O mesmo restaurante em Uliastai em modo balada

 Nosso camping

Nosso camping

 O valente Citroën

O valente Citroën

 O camping no Eden. 

O camping no Eden. 

 Paisagens de tirar o fôlego! 

Paisagens de tirar o fôlego! 

 E estradas horríveis  

E estradas horríveis  

 Sessão de foto com a turma das yurts

Sessão de foto com a turma das yurts

 Belíssimos cavalos! 

Belíssimos cavalos! 

 Sopa de carne de cabra! 

Sopa de carne de cabra! 

 Leite de iaque! 

Leite de iaque! 

 Lago logo à nossa frente

Lago logo à nossa frente

 Templo de   Kharakhorum

Templo de  Kharakhorum

 Faça sua oração

Faça sua oração

 K harakhorum

Kharakhorum

 Belíssimos pátios

Belíssimos pátios

 Finalmente asfalto, mas muito ruim! 

Finalmente asfalto, mas muito ruim! 

 Petenha solda no bagageiro

Petenha solda no bagageiro

 Turma reunida no Oasis em Ulan Bator, com Isa, Rafa, Jenny, e os Br Nuts

Turma reunida no Oasis em Ulan Bator, com Isa, Rafa, Jenny, e os Br Nuts

 Tchau turma! Partindo amanhã para o Gobi!

Tchau turma! Partindo amanhã para o Gobi!

Um bilhão de estrelas e buracos! Que paisagem!

Serei honesto; nossa aventura começou. Agora para valer! 

Estamos no modo aventura, nível máximo! 

Estradas de terra em péssimo estado passaram a ser rotina. Nossa velocidade média caiu de bons 100km/h no asfalto para algo entre 20 ou 30 km/h. 

Dirigir passou a ser uma tarefa extremamente cansativa. Dirige-se como um caçador de minas terrestres, observando metro a metro à frente dos pneus. Fortes costelas de vaca fazem do nosso Citroën um verdadeiro washboard de jazz. Um horror! 

Acrescente uma poeira densa como talco, que agora toma conta de todo o interior do carro, bem como das nossas câmeras e tudo que se possa imaginar. 

Por sorte, ondulações e buracos grandes são imperceptíveis para nós, apenas as costelas de vaca nos faz sofrer. Viva a tecnologia da suspensão do nosso velho Citroën 1981, hidropneumática.

Temos em nosso time três maneiras distintas de direção: 

O Gerard é bem cuidadoso com o carro, na dúvida ele a diminui a velocidade em todos os obstáculos. Sua velocidade média é de 25 km/h.

O blogger anda mais rápido, deixando o GSA lidar com eventuais buracos que fujam do seu controle, coisa que o carro faz muito bem, mas até quando nosso velho bólido será capaz de aguentar, isso não se sabe. Velocidade média de talvez 40 km/h.

O Dietrich é uma boa mistura, nem afobado como o blogger, nem tão cuidadoso quanto o Gerard. Velocidade média de 30 km/h. A grande preocupação do Dietrich, segundo ele mesmo, é se ele não está andando rápido demais para um ou lento demais para o outro.

A verdade é que ninguém quer ser o autor de uma quebra no meio do nada, a responsabilidade é grande e todos estão fazendo o máximo para preservar a integridade do carro e chegar ao destino final. Cada um com sua receita.

Passado o capítulo das estradas e direção, aproveitamos muito as paisagens. No início montanhosas, depois absolutamente planas. Em comum; sempre exuberantes!

Paramos em alguns lagos e aproveitamos uma torre de observação de pássaros para fazermos nosso almoço. Uma melancia, que havíamos comprado na Rússia e muesli. Ahh sim, tomamos um champanhe de Euro 1,50 (isso mesmo) que havíamos comprado para brindar nossa entrada na Mongólia. Pasme, não era tão ruim como imaginávamos. Ao final do dia saímos do caminho em direção ao ermo das estepes mongóis, para finalmente montarmos nosso esperado acampamento. 

Nos 2 km que rodamos sobre as estepes, tivemos o nosso primeiro pneu furado, um galho perfurou um dos pneus.  Rapidamente consertado com um kit de reparo.

Nosso acampamento provaria ser a mais bela noite de toda nossa viagem, ou talvez arriscaria dizer, de nossas vidas. O céu estava absolutamente limpo e totalmente escuro, sem nuvens ou luar. A via láctea magnifica colocada à nossa frente e estrelas cadentes cortavam o céu enquanto contávamos os satélites passando sobre nossas cabeças. A quantidade de estrelas era tamanha que podíamos caminhar apenas com a luz delas. Pela primeira vez, consegui fazer uma foto iluminada apenas com a luz das estrelas! 

Tudo estava perfeito, temperatura perfeita, silêncio absoluto, nenhum inseto, céu 360˚, nenhuma luz ou presença de civilização, não chovia e ainda jantamos deliciosas comidinhas que o Gerard trouxe da Inglaterra. Ok, a cerveja estava morna, mas tomamos como se estivesse gelada. 

Ficamos eufóricos com algumas estrelas cadentes, algumas delas deixavam grandes rastros no céu. Foi realmente emocionante. 

Recolhidos em nossas barracas, dormimos boas 8 horas de excelente sono e partimos para Altai. 

A estrada que outrora já mostrava ruim, ficou ainda pior. A poeira se tornou ainda mais forte e as costelas de vaca cada mais impiedosas.

No meio do caminho fomos obrigados atravessar um rio lamacento cuja ponte havia quebrado. Depois de debater a melhor rota, atravessamos o rio, porém no meio dele o motor do nosso Citroën se apagou sem qualquer motivo (provavelmente ignição molhada). Por sorte o Gerard conseguiu religar o carro, voltar alguns metros e com algum embalo chegar até a outra margem. Ufa!

Esperando-nos do outro lado do rio, dois carros do rali amargavam alguns problemas com seus veículos. Uma minivan com amortecedor quebrado e um velho Skoda com algum histórico de aquecimento do motor. 

Foi assim, debaixo de um calor escaldante do norte do deserto de Gobe, sim estamos aqui, que chegamos na cidade de Altai (não confundir com Altai na Rússia). Como bom deserto, a noite faz um bom frio. Por sorte hoje é dia de banho e cama.

Amanhã continuamos em direção a Uliastai (ou talvez não, ainda estamos debatendo), nos arriscando um pouco mais, porém em busca de paisagens ainda mais belas. Mas talvez optemos pela rota sul, garantindo uma chegada mais fácil porém não tão interessante. 

Continuem nós acompanhando!

Ahh sim, deixem comentários, nós adoramos!

 GSA bravamente avançando em direção ao leste!  

GSA bravamente avançando em direção ao leste!  

 Camping no paraíso! 

Camping no paraíso! 

 Puro deleite! 

Puro deleite! 

 Uma estepe inteira só para nós! 

Uma estepe inteira só para nós! 

 O céu começou a dar as caras! 

O céu começou a dar as caras! 

 Em breve este seria o resultado! Estrelas iluminando nosso acampamento. 

Em breve este seria o resultado! Estrelas iluminando nosso acampamento. 

 Poeira/talco! Horror! 

Poeira/talco! Horror! 

 Ponte caída. 

Ponte caída. 

 E um belo rio de lama para cruzar. Na foto parece ok, mas foi difícil! 

E um belo rio de lama para cruzar. Na foto parece ok, mas foi difícil! 

Finalmente a Mongólia!

Bons vinte anos se passaram, desde que ví uma apresentação de slides de um alemão que cruzara a Mongólia com um 4x4. Foi o meu primeiro contato com este país. Alguns anos mais tarde, assisti documentários e finalmente a conheci a maluquice do Mongol Rally, uma corrida maluca que poderia de alguma maneira viabilizar uma viagem por terra pelo país. 

Lembro como se fosse hoje, das imagens projetadas a partir de fabulosos slides 6x6. Planícies infinitas, céu azul com fabulosas nuvens e uma grama curta colorindo a paisagem num verde-amarelado. 

Fico feliz em contar que todas as expectativas foram alcançadas! A paisagem é fabulosa e viajar pelas planícies é encantador.

Quanto aos caminhos que cortam o país; seu estado é inversamente proporcional a beleza da paisagem! Horríveis. 

Os primeiros 70 km nos deram uma idéia do que virá pela frente pelos próximos 1600 a 2000 km. Costelas de vaca tremem nosso velho Citroën violentamente. Ainda assim, enxergamos esta dificuldade com muito humor, ao final, ficarão as histórias, terminando ou não a viagem à bordo do mesmo carro. 

Aproveitamos todo um dia para nos abastecer e descansar em Olgii, a maior cidade do oeste do país, compramos cartões com 5GB de dados para nossos iPhones, para encontrar os amigos brazucas do DayTripers e atualizar o blog, caminhamos bastante e aproveitamos para perguntar sobre as estradas e melhores caminhos. 

O contraste das iurtas (yurts), tradicional cabana em forma circular carregadas pelos nômades, contrasta com o crescimento das cidades e sua impecável infraestrutura de comunicação. Em menos de 3 minutos compramos 3 cartões para iPhone, sem qualquer apresentação de documentos ou burocracia e cada um deles por R$ 30. Casas novas, iurtas e smartphones convivem lado a lado em absoluta paz.

Olgii é uma cidade bastante diferente de tudo que já vi. Pela sua proximidade ao Cazaquistão, Rússia e China, é uma pequena babilônia. Predominante mesmo são os cossacos, mas tudo sempre está escrito em russo ou mongol. Logo, escuta-se dos minaretes das mesquitas da cidade, as cinco preces do dia tradicionais no islamismo. Tudo confere a cidade um ar totalmente diferente, inclusive na culinária, conde kebab é o prato tradicional. 

Em Olgii é impossível não ser notado, todos falam “hello” a cada passo que se dá. No começo um pouco perturbador, mas depois acaba-se acostumando. Isso quando não lhe param para um aperto de mão…

A cidade é banhada um um rio, que confere a vida a cidade. Não muito limpo, mas suficiente para pescaria, ainda que tenha visto as pessoas devolverem os peixes que pescaram. 

As ruas de Olgii são empoeiradas e o vento quando sopra, transforma o clima da cidade num “nublado” de areia fina. Muitas pessoas aqui usam respiradores de forma a evitar a inalação da poeira. 

A comunicação é bastante divertida. Aprendemos algumas palavras, mas nunca se sabe que língua falam. A mímica é a saída! 

Falta um cobertor no quarto? Sem problemas! Basta levar um deles até o responsável, apontar e fazer com a mão o sinal de “1”.

Neste momento partimos pela rota sul, a mais tranquila delas em direção a capital. Dormiremos onde for bonito ou necessário. Camping deve ser nossa alternativa por alguns dias. 

Que o nosso Citroën aguente bem o caminho! 

Abraços

Clemente

 Rio Khvod

Rio Khvod

 Ruas sem iluminação, é assim mesmo

Ruas sem iluminação, é assim mesmo

 Prefeitura

Prefeitura

 Cabrinhas ceuzam a ponte do rio Khvod

Cabrinhas ceuzam a ponte do rio Khvod

 Mais cabrinhas

Mais cabrinhas

 O novo e o tradicional, as iurtas! 

O novo e o tradicional, as iurtas! 

 Águias por todos os lados!!! 

Águias por todos os lados!!! 

 Russo ou mongol, você escolhe! Ou seria cossaco? 

Russo ou mongol, você escolhe! Ou seria cossaco? 

 Comprar um iPhone 6? Também é possível por 800 Euros!   

Comprar um iPhone 6? Também é possível por 800 Euros!

 

Chegamos na Mongólia!!!

Estamos eufóricos!  Passamos a fronteira e já caímos na pior das piores estradas de toda a viagem! Estrada de terra com imensas costelas de vaca.

Confesso que estamos com dúvidas quando a integridade do nosso carro! Temos agora um bom chão até Ulaan Baator, uns 2 mil km.

Escrevemos de Olgii, onde estamos planejamdo a melhor rota pelas planícies e também as travessias dos rios. Segunda feira partimos!

Mais tarde mais detalhes!

Chegamos na fronteira!!

Pois é, e com internet! Como disse uma amiga querida via WhatsApp, "tem uma dor e uma delícia nisso"! Claro, a aventura só começa quando a internet acaba!

Estamos na cidade limítrofe Rússia-Mongólia, também quase China e quase Cazaquistão, cidade de Kosh-Agach.

Enfrentamos subidas pesadas que deixaram nosso Citroën sem fôlego, nos obrigando a subir em segunda marcha e com muito carinho, ao passo que o óleo que vaza desde Paris, queima sobre o escapamento produzindo um odor bastante desagradável. 

Chegamos bem aos 1700 metros de altitude e ainda com bastante força. Pior caso apelaremos para a primera marcha!

A paisagem finalmente mudou! Tchau estepes! Agora montanhas com e sem neve dominaram a paisagem e rios de degelo serpenteiam nosso caminho! 

Tudo lindo e correndo bem! 

O blogger divide um quarto extremamente simples com um simpático motociclista da Irlanda, Moris, ele em viagem por dois anos ao redor do mundo. A conversa não poderia ser melhor, especialmente quando dois franceses num Toyota Landcruiser, também em viagem pelo mundo, juntaram a mesa da cozinha.

Agora é pura aventura, para o trio e para nosso GSA. O Citroën agora vai dizer tchau a gasolina de 98 octanas indo diretamente para a de 80 disponível na Mongólia. Nem falar dos milhares de km de estradas de terra e os rios para serem atravessados! 

É assim que gostamos!

Ao infinito e além!

 A belíssima região de Altai ainda na Rússia

A belíssima região de Altai ainda na Rússia

 Nós e estradas desertas! 

Nós e estradas desertas! 

Mongólia aí vamos nós!!!

Caros,

estamos nos aproximando da fronteira com a Mongólia! A partir de hoje devemos diminuir o ritmo de nossas atualizações. Internet parece ser algo raro.

Ainda assim você poderá continuar a nos acompanhar pelo caminho via satélite e em tempo real, pelomseguinte link:

Onde estamos agora!

Abraços e até a próxima civilização!

 O óleo é novo, mas reação das pessoas continia a mesma: total incredulidade sobre nosso GSA chegar na Mongólia! 

O óleo é novo, mas reação das pessoas continia a mesma: total incredulidade sobre nosso GSA chegar na Mongólia! 

Sasha: um anfitrião e duas cidades

" Alô Clemente !" "Aqui quem fala é Sasha amigo do Serguei, vocês estão chegando em Omsk, certo?"

Pensamos; quem é Serguei? 

Foi assim que recebemos a ligação de um amigo, de um outro amigo do Misha.

Sim, o Misha continua a organizar um tour de acolhimento pela Rússia! Um grande irmão!

Sasha nos acompanhara pelo nosso rastreador através do site, acolhendo-nos com todo carinho.

"Tomorrow go to my factory and fly!"

O que seguiria realmente nos deixou boquiabertos! 

Em seu BMW, acompanhamos Sasha até um aeródromo a 60 km de Omsk.

Caramba! Que diferença faz andar num veículo sem a suspensão do nosso Citroën! 

Sasha possui dois enormes galpões à beira de uma pista de pouso particular de 3km de extensão, belíssimos hangares e isso é muita pista!!! Ali ele reforma antigos aviões militares, jatos e helicópteros, transformando-os em aeronaves experimentais, podendo assim modificar tudo sem qualquer implicação com as rígidas regras da viação. 

Aqui vale tudo, desde usar peças antigas, tanques extras para queimar combustível de automóvel, recondicionar pedaços de turbinas de helicópteros acidentados e assim por diante. O paraíso de qualquer aviador!

Sasha na realidade possui um verdadeiro harém de aviões russos, peças e também 10 engenheiros, estes ex militares, que hoje trabalham para ele reformando turbinas, motores e às vezes, belíssimos jatos L29! Aliás, ali encontravam-se 5 deles em perfeita condição de vôo. 

Com a figura de Lênin pintada em todas as paredes e salas, sem exceção, não era de se estranhar que os preços de todos as aeronaves ali presentes seriam bastante comuns, nada custava mais do que $100.000 USD, seja um caça, helicóptero ou pequeno Cesna reformado! Ficamos em polvorosa. 

Confesso que fiquei com bastante vontade de levar para casa um helicóptero russo ou então um jato L29. Contudo descobrimos que o consumo desses aviões e helicópteros russos é extremamente alto, foram construídos com uma robustez mecânica sem precedentes, onde a contrapartida se dá pelo enorme peso e o resultante consumo de combustível, algo na casa de 200 litros para cada dez minutos de voo.

Para os russos isso não chega ser um problema, pois aqui combustível para esses aviões é encontrado em abundância e a preços ridiculamente baixos.

Os minutos passavam como segundos e logo estaríamos todos perdidos pelo enorme gramado, entrando e saindo dos aviões,  comentando suas especificações, enquanto Sasha tentava nos arrebanhar para um passeio sobre a cidade, este com hora marcada em razão do plano de vôo registrado junto as autoridades locais.

Entramos em seu Cesna 210, uma raridade de 45 anos com trem de pouso retrátil e então decolamos com toda potência para um belíssimo vôo a 300km/h sobre Omsk. 

Quarenta minutos depois retornamos aos hangares do Sasha para continuarmos namorando aquele paraíso de peças e criatividade russa! 

Não é em todo lugar que se encontra engenheiros de turbinas desmontando aviões antigos, colocando peças em outros, enquanto uns arrumam uma asa acidentada e você aprecia o cockpit de um L29. 

Sacha realmente é "o cara"!

Coincidentemente no dia seguinte, Sasha teria que ir para novo os Novosibirsk fazer a homologação de um de seus aviões, cidade para qual também estávamos indo.

Novosibirsk: 

700 km mais próximos da Mongólia, já nos aproximando de Novosibirsk, Sasha nos liga e diz:

"Come to airfield; barbecue, beer and friends!"

O aeródromo que Sasha se referia, na realidade se tratava de um enorme aeroporto militar soviético, hoje desativado e alugado para fins privados. Sua sede era esplêndida, tivemos que parar nosso Citroën para uma belíssima foto ao por do sol.

Continuamos então em direção à cabeceira da pista em nosso velho GSA enquanto um pequeno avião fazia um pouso bem ao nosso lado na direção contrária. O local era uma espécie de aeroporto de Congonhas só que com dimensão bastante maior, porem totalmente abandonado! 

Então Sasha aponta para um enorme helicóptero militar MI-2 verde oliva e diz: 

Estou vendendo por $50.000 Dólares! Não podíamos acreditar! 

Ele abre o helicóptero, nos deixa eu sentar e pegar nos comandos, liga as chaves e todas as luzes no painel se acendem! Mostrou como ligar ambas as turbinas, porém não o fez. Mas estava claro que aquilo funcionava e sem qualquer problema. Simplesmente lindo!

"Eu desmontar o trem de pouso, desmontar hélice, contêiner 40 pés mandar para o Brasil!"

Perguntamos quanto a garantia, brincando ele responde "10 horas" !

Nos recolhemos então dentro de um pequeno contêiner, para apreciar o churrasco, a deliciosa cerveja russa e meia dúzia de dozes de conhaque para cada um de nós.

Nos impressionou a seriedade com eles tratam a questão de bebidas alcoólicas para aqueles que vão dirigir, fizeram questão de nomear aqueles que dirigiriam a trupe para os respectivos hotéis. Muito interessante! Se tratando de um país onde a bebida alcoólica é um ingrediente fundamental nas reuniões sociais, ficamos felizes de notar a seriedade com as regras! 

Sacha, muito obrigado!

 

 Sasha e a trupe em seu avião

Sasha e a trupe em seu avião

 Sobrevoando uma pequena cidade satélite de Novosibirsk  

Sobrevoando uma pequena cidade satélite de Novosibirsk  

 Cocpit de um L29 em reforma

Cocpit de um L29 em reforma

 Avião com motor radial em reforma

Avião com motor radial em reforma

 Um dos galpões do Sasha, repleto de aviõezinhos modelo

Um dos galpões do Sasha, repleto de aviõezinhos modelo

 Manches de monomotor se misturam aos modelos

Manches de monomotor se misturam aos modelos

 O galpão não é apenas um local de trabalho, mas também um lugar de descanso. Lenin sempre de olho em tudo. 

O galpão não é apenas um local de trabalho, mas também um lugar de descanso. Lenin sempre de olho em tudo. 

 Um calendário de aviões... 

Um calendário de aviões... 

 Modelos

Modelos

 Quantas pinturas domLenin tem nesta foto? 

Quantas pinturas domLenin tem nesta foto? 

 Sasha faz o briefing para uma foto

Sasha faz o briefing para uma foto

 A legenda da foto diz " seremos pilotos " ao fundo Lenin sempre de olho

A legenda da foto diz " seremos pilotos " ao fundo Lenin sempre de olho

 Atores de turbina esperando sua vez para ser instalados, próximo a caixa da Ikea

Atores de turbina esperando sua vez para ser instalados, próximo a caixa da Ikea

 Asas sendo recuperadas

Asas sendo recuperadas

 L29 sendo tecuperado por um experiente piloto de L29

L29 sendo tecuperado por um experiente piloto de L29

 Muito carinho e paz

Muito carinho e paz

 Turbina de um helicóptero Mi-2

Turbina de um helicóptero Mi-2

 Este está a venda! 

Este está a venda! 

 Este por apenas 5 mil dólares  

Este por apenas 5 mil dólares  

 Estes também, 5 mil dólares  

Estes também, 5 mil dólares  

 "Turbine engineers" 

"Turbine engineers" 

 Sasha exibe um modelo de turbina

Sasha exibe um modelo de turbina

 Painel para teste de turbina dos anos 60/70

Painel para teste de turbina dos anos 60/70

 Pás de helicóptero pressurizadas. Trincou?Aa pressão cai e o indicador fica vermelho! Invenção russa! Gênios!

Pás de helicóptero pressurizadas. Trincou?Aa pressão cai e o indicador fica vermelho! Invenção russa! Gênios!

 Cesna 185 sendo preparado para pousar em leit os de rio

Cesna 185 sendo preparado para pousar em leitos de rio

 Gerard sonhando com um Mi-2

Gerard sonhando com um Mi-2

 O blogger já ficaria feliz com este caminhão 6x6

O blogger já ficaria feliz com este caminhão 6x6

 Aeroporto abandonado de Severnii em Novosibirsk

Aeroporto abandonado de Severnii em Novosibirsk

 Quase que levamos este Mi-2 para casa! 

Quase que levamos este Mi-2 para casa! 

 Confraternização no contêiner na cabeceira da pista

Confraternização no contêiner na cabeceira da pista

 E como de praxe, também deixamos Sasha experimentar nosso " avião ".  

E como de praxe, também deixamos Sasha experimentar nosso " avião ".  

 Toda a turma reunida para nossa despedida

Toda a turma reunida para nossa despedida

Sibéria!

Finalmente chegamos na Sibéria!

Ventos rasgam a paisagem como facas afiadas, ausência de qualquer civilização e temperaturas que chegam aos 40˚C negativos. 

Esqueçam tudo isso, estamos no verão! Nesta época do ano faz um calor de rachar, 30˚C com direito a um perpétuo céu azul, mosquitos que não acabam mais, cidades grandes, muita festa e estradas com trânsito digno de véspera de carnaval. Ainda assim conseguimos imaginar como o inverno é rigoroso, os ônibus rurais são montados sobre gigantescos caminhões militares Ural 6x6, e segundo alguns relatos, a neve chega facilmente aos 2 metros de altura. 

Foi assim, que saímos de Ufa e chegamos a Ishim, uma pequena cidade, apenas mais ou menos conhecida pelo fato de ser uma conhecida parada do lendário Transiberiano. 

Encontramos um modesto hotel, com excelente quarto e jantar servido diretamente em sua porta. Tudo administrado por duas simpáticas senhoras que praticamente nenhum inglês falavam. A mímica vem sendo uma excelente ferramenta de comunicação, assim como o iPhone munido do App “Word Lens” ou “Google Translate”. 

Aproveitamos a passagem pela cidade, para conhecer a famosa estação de Ishim, onde ecoava em seus alto-falantes a passagem do trem Barnaul - Moscou. Quase a mesma rota que estamos fazendo. 

Uma caraterística muito interessante de todas as cidades que estamos passando, é o fato delas terem sido construídas tendo a ferrovia como sua espinha dorsal, sendo a estação de trem o coração de toda a cidade, lugar de onde partem as demais artérias da cidade. 

Nossa viagem caminha como havíamos planejado. Nosso Citroën continua a consumir quilômetros com inigualável destreza e conforto, consumindo apenas 1 litro de gasolina a cada 14km e filtrando cada uma das imperfeições da estrada com sua fantástica suspensão.

Após Ishim, chegaríamos em Omsk, em cirílico “Омск”, onde o “C” é “S”, mais uma semana estaremos fluentes no novo alfabeto! 

Omsk é conhecida como a mais vermelha cidade da Rússia, ou seja, a mais socialista. Lenin está por todas as partes, estátuas, imagens, etc… Próxima ao Cazaquistão, é reduto de um grande nacionalismo e importante base militar além de hospedar a maior refinaria do país. 

Justamente no dia que chegamos, um domingo de sol, a cidade comemorava o dia do soldado paraquedista, uma festa de grande importância, onde os ânimos nacionalistas afloravam explosivamente sob calor do verão siberiano. 

Com quase todas as ruas fechadas, acabamos estacionado o carro próximo a praia da cidade, à beira do Rio Irtich, onde o Dietrich arriscou um banho. Descobri-se apenas mais tarde, não se tratar de uma água apropriadamente limpa… Ainda assim nenhum efeito colateral foi observado, o Dietrich continua firme e forte. 

Foi justamente esperando a liberação das ruas, que conhecemos muitos locais. Alguns nos confundiram com americanos, afinal estrangeiros parecem ser uma grande novidade aqui. Mas assim que falávamos que éramos brasileiros, rapidamente se tornavam amistosos proclamando todos os ícones de nossa seleção. Encontramos então o formidável casal de amigos Leo, moçambicano em intercâmbio na força aérea local e sua professora de línguas Aliya. Ela nos contou um pouco sobre toda a história da cidade, o patriotismo, as questões políticas, etc, etc… Inclusive cantou para nós! Caramba, como as pessoas são legais, isso parece ser uma constante, sem exceções!

O Leo foi outra figura incrível termos conhecido, ele nos contou um pouco da experiência de ser apenas um dos 6 negros na cidade, e justamente quando nos contava sua história, uma criança parou ao seu lado absolutamente intrigada. Os pais, não sabendo como reagir, pediram desculpas e pegando a criança pela mão, continuaram seu caminho. 

Dia seguinte fizemos um belíssimo passeio de bicicleta pelas margens do Irtich, bicicletas alugadas em uma bicicletaria cujo dono não compreendia o fenômeno do recente boom turístico.   

Nossa passagem pela cidade foi seguida da hospitalidade do Sacha, piloto e amigo do Misha e agora também nosso grande amigo, mas isso é assunto para um novo post!

Continuem ligados!

Abraços

 

 Encontro inusitado e transiberiano! 

Encontro inusitado e transiberiano! 

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 Encontro com Leo e Aliya

Encontro com Leo e Aliya

 Igreja típica

Igreja típica

 Prédio construído a moda socialista, em painéis pré-fabricados. 

Prédio construído a moda socialista, em painéis pré-fabricados. 

 Antigas vias hoje servem de lazer

Antigas vias hoje servem de lazer

 O novo e o velho, e a placa de proibido ancorar.  

O novo e o velho, e a placa de proibido ancorar.  

 Passado e presente

Passado e presente

 Ponte sobre o Rio Irtich

Ponte sobre o Rio Irtich

 Rio Irtich e ao fundp uma usina termelétrica

Rio Irtich e ao fundp uma usina termelétrica

Novgorod - Ufa

Citroën:

Desde as Autobahns da Alemanha percebemos que o motor de nosso Citroën batia bastante pino ao ser exigido nas ultrapassagens. Com a queda da qualidade da gasolina na Rússia, o quadro piorou bastante.

Preocupados com a longevidade do minúsculo motorzinho do GSA, afinal motores que batem pino duram pouco, resolvemos retardar um pouco o ponto de ignição em Novgorod. Ter um Fusca é uma escola! Deu certo! O motor perdeu alguns cavalos, mas se tornou extremamente suave. Agora podemos usar o acelerador até o fundo, tornando as ultrapassagens mais seguras e certamente exigindo menos das partes mecânicas da máquina. 

Novgorod - Ufa:

Com o atraso do dia anterior, tivemos que recuperar um pouco do tempo perdido. Perdemos Kazan, a capital do Tartaristão, mas ainda assim conseguimos aproveitar as belíssimas paisagens da estrada. Chegamos em Ufa de magrugada recebidos pelo Edward, colega do Misha. Sim, o Misha continua a nos surpreender!  Edward possui um hotel, logo ficamos hospedados em seu hotel, 3 quartos enormes, café e tudo mais. Adoramos! 

Dia seguinte seria dia de voar! 

Acordamos cedo como de praxe, o Edward passou no hotel para nos buscar e partimos para o aeroclube de Pervushino, aliás um aeroclube bastante bonito e recém formado. Envoltos em cheiro de gasolina, começamos a voar.

Fizemos vôos acrobáticos, onde no caso do blogger, ele experimentou pela primeira vez alguns Gs negativos e depois outros vários positivos em uma série de parafusos loops e outras manobras. Aguentei firme e aliás acho que fui mordido pelo bug do avião. Resta saber se o Gerard aceita ter um aluno! Gerard!!

PS: Ao final dos vôos acrobáticos, fui convidado para voar num moderno girocoptero. Justamente quando íamos decolar, tivemos uma pane, nada sério. Em resumo, melhor uma pane em solo que no ar! Ufa!

Abraços

Clemente

 

 Dietrich partindo

Dietrich partindo

 Tudo bucólico e tranquilo  

Tudo bucólico e tranquilo  

 Blogger espreme-se para caber no avião  

Blogger espreme-se para caber no avião  

 Gerard "pouco" feliz de entrar num Antonov AN2

Gerard "pouco" feliz de entrar num Antonov AN2

 AN2  

AN2  

 Cabine do AN2

Cabine do AN2

 AN2 e seu motor a pisttão que consome 200 litros de gasolina por hora!  

AN2 e seu motor a pisttão que consome 200 litros de gasolina por hora!  

 É realmente bonito! 

É realmente bonito! 

 Este parafuso já teve dias melhores. 

Este parafuso já teve dias melhores. 

 Partimos então em direção a Sibéria, Ishim.  

Partimos então em direção a Sibéria, Ishim.  

Abraços

Caramba, o Volga é ENORME e as estradas são um caos!

Saímos de Monino, Moscou, em direção ao leste. Agora a meta era chegar à fronteira da Mongólia, visitando algumas cidades ao longo do caminho.

Nossa idéia era fazer bons 500km por dia, mas as estradas na Rússia são bastante piores que as estradas brasileiras. A cada 10-20km as estradas cortavam minúsculas cidades, onde a velocidade máxima costuma ser 50km/h. 

Os russos não são exatamente modelos de conduta ao volante, aliás pelo contrário. Dirigir por aqui requer atenção 360˚. Ao ultrapassar aqui na Rússia, é mais importante olhar para trás que para direção que se vai.  Os espertinhos não tem muito respeito pelo nosso velho GSA. 

Até agora nenhum susto, mas dirigimos sempre com 90-100km/h e com bastante distância de tudo e todos. Mas algum traquejo ao volante é indispensável, principalmente para prever algumas situações. Aqui na Rússia é permitido parar na faixa da esquerda das estradas, a faixa de alta velocidade, para fazer uma conversão à esquerda. Um perigo, mas já nos acostumamos. 

Vídeo: um breve resumo do caos (somente as melhores cenas, feitas pelas câmeras de painel, muito populares aqui para evitarem fraudes de seguro):

O Volga!
Nossa primeira parada seria Nizhny Novgorod, cidade localizada à beira do imponente rio Volga. 

Claro que havíamos ouvido falar do Volga, mas jamais imaginaríamos a sua dimensão, ele é enorme! A cidade de Novgorod é esplendida. 

Em comum todas as cidades russas tem um calçadão, muita vida noturna no verão e uma serenidade difícil de explicar. Diferente do trânsito, as pessoas são calmas, hospitaleiras, simpáticas e naturais. Aqui não tem muito aquele exagero que observamos em Moscou. 

Após Novgorod, Ufa nos esperava! 

No próximo post, nossa maior distância percorrida em um único dia, 950km! 

Abraços

Clemente

 Calçadas de Novgorod

Calçadas de Novgorod

 As passagens subterrâneas são cheias de pinturas.

As passagens subterrâneas são cheias de pinturas.

 Forte e a lua

Forte e a lua

 Rio Volga e a cidade histórica. 

Rio Volga e a cidade histórica. 

 O primeiro russo a dar a volta no polo norte voando! Especial para o Gerard! 

O primeiro russo a dar a volta no polo norte voando! Especial para o Gerard! 

 Sabe como é, proibido  estacionar, não dava para colocar o tripé no meio da rua. Logo falta um de nós na foto!  rsrs

Sabe como é, proibido  estacionar, não dava para colocar o tripé no meio da rua. Logo falta um de nós na foto!  rsrs

Adeus Moscow, atravessando a Rússia

Moscow certamente deixará saudade!

Nosso último dia em Moscow foi bastante corrido, tínhamos que consertar a fechadura da porta do nosso Citroën, instalar um rastreador para maior segurança na Rússia, instalar a câmera que ganhamos do Misha, vedar melhor o sistema de aquecimento da cabine, colocar óleo, e finalmente encontrarmos o Pavel, outro grande amigo do Gerard. Aproveitamos também para conhecer o fantástico metrô de Moscou. Realmente impressionante!

Com as mãos cheias de graxa trabalhando no estacionamento da empresa do Misha, ele aparece com seu sócio, Sergey. Em voz forte e com seu forte sotaque russo, proclama autoritariamente:

“Time for a brake, follow me”. 

Com as mãos imundas, descemos em direção ao porão de sua empresa.

Não podiamos acreditar! Sergey montou ao longo de muitos anos um monumental estúdio / museu, com equipamentos dignos dos gloriosos dias do Abbey Road, estúdio onde os Beatles gravavam seu ieieié. Tudo, funcionava! Gravadores Studer suíços de 24 pistas analógicos e valvulados em pleno vapor e integrados diretamente aos Macintoshes e ProTools, algo singular! 

“My engineers in Siberia did that! ”, gabava-se, com todo respeito, diga-se! 

O estúdio não era apenas um museu, mas também uma coleção de itens de ponta, microfones dos mais variados, compressores, etc…

Voltamos então ao Citroën e aos afazeres. 

Já contamos aqui que andamos com uma extraordinária sorte em relação ao tempo? Sempre quando chove estamos no seco!

Desta vez foi o mesmo, Pavel nos chamou para um jantar num barco ao longo do rio Moscovo. O blogger bem que preferia fazer o mesmo sobre uma bicicleta, mas a decisão pelo barco foi certeira; choveu como nunca! As ruas da capital alagavam enquanto apreciávamos todos os edifícios ao longo das margens do fantástico rio. Puro deleite!

Pavel chegou acompanhado de seu pai, Ivan, um simpático senhor de 88 anos, porém com uma saúde digna de 60 e poucos. O segredo de tamanha saúde? Ivan explica: sou vegetariano desde os 50 anos! Os Russos aqui são modernos!

Aqui na Rússia evita-se ao máximo questões políticas, mas o Dietrich foi direto à veia:  “Após ter passado por tantos momentos históricos, como o senhor enxerga o futuro da Rússia ?” Ivan se mostrou um tanto saudoso, assim como muitos outros de sua idade, mas quanto ao futuro, não restavam dúvidas; o futuro da Rússia é garantido! 

Atualmente o nacionalismo está em alta, junto com a popularidade do Putin de 87%, apesar da desvalorização de 60% de sua moeda. A medida que chegamos ao Interior do país, a popularidade do presidente aumenta. 

Emendamos o barco num bar subterráneo, onde a decoração era toda feita de pedras de litografia. O chefe veio conversar conosco e propôs um menu bastante eclético.

Em resumo, comemos cérebro de vaca! Assim como um punhado de outras coisas estranhas, tudo tinha gosto de frango... 

Antes de chegar ao interior, voltemos à periferia de Moscou, onde fizemos nossa primeira parada, um famoso museu de aviação semi-abandonado, o museu central da força aérea russa de Monino. 

Neste museu esqueça as legendas em inglês, tudo está em cirílico, aliás, aos poucos estamos aprendendo o novo alfabeto. МОНИНО é MONINO. É só entender que “H” é “N” e “И” é “I”. E assim por diante… Quase fácil… 

O museu na verdade é um grande cemitério de aviões, helicópteros, capsulas espaciais, planadores e armas, tudo casualmente exibido, sem qualquer firula ou cerimônia. Os russos são pragmáticos e simples.

Simplicidade é tudo quando o assunto é estar próximo aos aviões e equipamentos. Aliás, se você passar a mão sobre a fuselagem de um dos caças MIGs ali expostos e ninguém vai lhe chamar atenção! 

Caramba, o museu de Monino foi fantástico, quanta tecnologia os soviéticos detinham! 

Ahh, o banheiro do museu merce destaque, não pela limpeza, atualidade e iluminação, mas justamente o contrário. Uma cena de terror!

Continuamos então nossa viagem em direção ao leste! 

Até mais!

 

 Foto com o grupo na praça vermelha! 

Foto com o grupo na praça vermelha! 

 O estúdio secreto do Sergey

O estúdio secreto do Sergey

 Equipamentos de ponta 360° 

Equipamentos de ponta 360° 

 Antigo gravador de fita de 24 canais, geralmente usado pelos Beatles

Antigo gravador de fita de 24 canais, geralmente usado pelos Beatles

 No seu interior válvulas brilham garantindo aí ele som sem precedentes

No seu interior válvulas brilham garantindo aí ele som sem precedentes

 Antigo compressor de áudio americano, hoje uma raridade

Antigo compressor de áudio americano, hoje uma raridade

 Escolha o seu microfone e cante! 

Escolha o seu microfone e cante! 

 Ou então a guitarra e baixo de sua preferência! 

Ou então a guitarra e baixo de sua preferência! 

 Propagandas antigas de válvulas fazem parte da decoração do estúdio! 

Propagandas antigas de válvulas fazem parte da decoração do estúdio! 

 Metrô de Moscou e todo seu charme. 

Metrô de Moscou e todo seu charme. 

 Gerard e Dietrich descendo as escadas em direção aos trens. 

Gerard e Dietrich descendo as escadas em direção aos trens. 

 Gerard aproveita o momento para fazer um bonito clique da estação

Gerard aproveita o momento para fazer um bonito clique da estação

 Não é um museu, mas sim uma estação de metrô! 

Não é um museu, mas sim uma estação de metrô! 

 As estações são realmente suntuosas! 

As estações são realmente suntuosas! 

 Não são só as estações que são elegantes!

Não são só as estações que são elegantes!

 Polícia e cão farejador cuidam da segurança das estações

Polícia e cão farejador cuidam da segurança das estações

 A iluminação dos três pode ser bastante escura. 

A iluminação dos três pode ser bastante escura. 

 Identificação da estação escrito em azulejos. 

Identificação da estação escrito em azulejos. 

 Passageiros! 

Passageiros! 

 Novo ministério da defesa na beira do rio Moscou.

Novo ministério da defesa na beira do rio Moscou.

 Monumento ao Pedro o Grande às margens do rio Moscou. É realmente grande!

Monumento ao Pedro o Grande às margens do rio Moscou. É realmente grande!

 Inicialmente pensávamos ser usinas termoelétricas, depois descobrimos que se tratam de centrais de aquecimento.

Inicialmente pensávamos ser usinas termoelétricas, depois descobrimos que se tratam de centrais de aquecimento.

 Ivan e Pavel. 

Ivan e Pavel. 

 Ivan, 88 anos, esbanjando saúde alegria e muita cultura! Ele é vegetariano. 

Ivan, 88 anos, esbanjando saúde alegria e muita cultura! Ele é vegetariano. 

 Cortando Moscou por pequenas ruas e passagens subterrâneas.

Cortando Moscou por pequenas ruas e passagens subterrâneas.

 Um brinde a hospitalidade russa! 

Um brinde a hospitalidade russa! 

 Misha mostra seu guarda-chuva com o pólo norte, por onde costuma realizar expedições com seu helicóptero.

Misha mostra seu guarda-chuva com o pólo norte, por onde costuma realizar expedições com seu helicóptero.

 As crianças aprendem desde cedo todos os detalhes sobre a aviação do seu país. 

As crianças aprendem desde cedo todos os detalhes sobre a aviação do seu país. 

 Aviões e suas metralhadoras com histórico de seus inventores. 

Aviões e suas metralhadoras com histórico de seus inventores. 

 Mais um grupo de crianças aprende todos os detalhes sobre os aviões!

Mais um grupo de crianças aprende todos os detalhes sobre os aviões!

 Militares aprendem detalhes sobre os aviões! 

Militares aprendem detalhes sobre os aviões! 

 Gigantesco helicóptero/avião exibido no museu de Monino

Gigantesco helicóptero/avião exibido no museu de Monino

 Repare neste motor, você consegue identificar alguma similaridade com nosso Citroën? 

Repare neste motor, você consegue identificar alguma similaridade com nosso Citroën? 

 OK, mais uma chance! O que que esse motor tem de parecido com o nosso Citroën? Se você souber a resposta, coloque nos comentários.  OK, o logotipo da Citroën foi elaborado a partir de uma engrenagem desenvolvida pelo criador da marca, engrenagem similar a presente na foto. O mesmo corte usando no logo da Citroën

OK, mais uma chance! O que que esse motor tem de parecido com o nosso Citroën? Se você souber a resposta, coloque nos comentários.  OK, o logotipo da Citroën foi elaborado a partir de uma engrenagem desenvolvida pelo criador da marca, engrenagem similar a presente na foto. O mesmo corte usando no logo da Citroën

 Avião feito em titânio, vou apenas 10 vezes, com o objetivo de testar novíssimos comandos fly by wire, hoje padrão  na indústria!

Avião feito em titânio, vou apenas 10 vezes, com o objetivo de testar novíssimos comandos fly by wire, hoje padrão  na indústria!

 Cápsula espacial meio que jogada num canto de um grande galpão. 

Cápsula espacial meio que jogada num canto de um grande galpão. 

 Neste galpão! 

Neste galpão! 

 MIGs por todas as partes!

MIGs por todas as partes!

 Aviões experimentais também fazem parte do museu! 

Aviões experimentais também fazem parte do museu! 

 Como por exemplo este carro avião. 

Como por exemplo este carro avião. 

 Este avião por exemplo, pode alcançar velocidade superior a 3300 km/h !

Este avião por exemplo, pode alcançar velocidade superior a 3300 km/h !

Sobre Misha, Pavel e a Rússia

 Misha, Dietrich, Gerard, Pavel, Blogger

Misha, Dietrich, Gerard, Pavel, Blogger

Sobre Misha, Pavel e a Rússia? 

Hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade, hospitalidade e hospitalidade!

Amanhã eu conto mais! 

Abraços!

B.

Moscou e sua loucura

Trânsito parado na Avenida Sadovaya-Kudrinskaya, cena bastante comum em Moscou. O que viria acontecer em poucos minutos nos deixou totalmente arrepiados. 

Os carros foram desaparecendo ao passo que a polícia fechava todas as vias de acesso à avenida. 

Um total silêncio passa a reinar e então a avenida encontra-se totalmente deserta. 

Um potente sedan Mercedes preto se aproxima em velocidade alucinante, 150-180km/h.

Tempo para explicação: Se trata de uma avenida do porte da Avenida Paulista!

Não era qualquer Mercedes, mas sim um caríssimo Classe S, o mais caro da família dos sedans de luxo. Ele voava enquanto o som de seu motor, geralmente um enorme V12, ecoava nos tradicionais prédios dos tempos da cortina de ferro. 

O show estava apenas por começar, mais uma dúzia de sedans do mesmo modelo se aproximam em velocidade ainda maior, numa espécie de racha desorganizado porém com alguma coreografia.

Após os sedans, em velocidade equivalente, aproximam-se com batedores, 6 ou 8 Mercedes G class AMG limusine, um 4x4 em forma de caixote preparado com motor de competição. Uma idiossincrasia sobre rodas. 

Escapamentos gritavam, o ronco dos motores nos arrepiava. 

As ruas de Moscou não são exatamente as mais perfeitas e assistir àquilo era totalmente surreal, ao passo que as suspensões dos carrões engoliam cada uma das imperfeições da avenida e seguiam sua alucinante corrida.

Finalmente passam alguns outros Mercedes S class, uma van da polícia esgoelada já sem fôlego para acompanhar os Mercedes e tudo volta a normalidade. 

Jamais saberemos quem por ali passou, mas apostaria algumas fichas no Dmitri Medvedev ou quem sabe, o próprio, o Putin!

Esta foi a minha primeira impressão de Moscou e ela dá uma certa nota de alguns estandartes da sociedade endinheirada, que apesar de odiar seu atual governo, o copia na ostentação de seus veículos e no comportamento no trânsito. 

Moscou é a capital do SUV, o famigerado veículo utilitário esportivo, palavras que na minha cabeça jamais combinaram.

Los Angeles, Texas? Não! Nada se compara à frota de Range Rovers Vogue, SUVs de luxo em proporções que nem mesmo na terra do Obama se é capaz de avistar. Sempre pretos. 

Bicicletas? Quase nenhuma! Aqui o que pega é o trânsito; os moscovitas endinheirados curtem mesmo um belíssimo trânsito! 

Em certo sentido Moscou tem muito em comum com São Paulo, assim como os russos com os brasileiros. Transito caótico, ostentação, seguido de muita simpatia e hospitalidade. 

Desistimos dos taxis, agora caminhamos. Acabo de perceber que ontem caminhei nada menos que 20 km pela cidade, isso num calor de uns 27˚C que fazia durante o dia. 

A cidade é a “Roma” do país, todas as estradas levam a Moscou, e todas as ruas da cidade te lavam à praça vermelha e ao Kremlin. 

Em nosso caminho de volta ao hotel, uma fantástica tempestade passou pela capital, me convidando a sair do hotel à noite, ainda debaixo de uma fina chuva para novamente fotografar a praça vermelha e a cidade à noite, tudo com o belíssimo reflexo da água que molhara as ruas da cidade. 

Puro deleite! Uma cidade quase vazia aos pés do blogger. 

Tropecei num antigo mercado de luxo, comprei um pequeno panini sem entender os ingredientes, um kvas (tradicional bebida de pão) e um chocolate local. Sentei precisamente no centro da praça vermelha e aproveitei para imaginar a dimensão dos espetáculos militares que ali costumeiramente aconteciam. 

Hoje o dia promete ser longo. Temos uma cidade para terminar de conhecer, um carro para consertar a porta e muitas horas de caminhada. 

Ontem por acaso do destino, caímos num pequeno e simples bistrô, que supresa! O lugar era o primeiro colocado no TripAdvisor da Rússia (se é que isso diz alguma coisa). Quem vier a Moscou, não deixe de passar pelo “Dolkabar”. Lugar onde todos trabalham felizes, pode-se escolher entre pratos regionais e executivos, ou até coisa mais sofisticada, para que quiser evitar os deliciosos pratos típicos. Serviço exemplar, comida boa e preços justos. Ahh sim! Sem querer nos sentamos numa mesa cuja pintura era um mapa do Brasil, a única do restaurante decorada desta forma. Coincidências demais não me agradam! rsrs

Até mais

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 Catedral de Saint Basil

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 Tudo é bem vermelho... 

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 Encontramos o time da Espanha

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 Caminhando em direção à praça vermelha

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 Outra vista da Saint Basil

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 Mercado em Moscow

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 Praça vermelha à noite e na chuva! 100% vazia

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 Kvass, panini e um chocolate local

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 Propaganda de uma marca de esportes

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 Uma das várias passagens subterrâneas, é de dar medo!  

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 Típicos edifícios de Moscow

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 Praça vermelha à noite! 

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 Chão molhado, fotos boas! 

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 Aos poucos as pessoas apareceram! 

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 Mausoléu do Lenin

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 Saint Basil à noite sem turistas

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 O grafite paulista é mais criativo

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 Entrada do metrô  

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 Iluminação das ruas dá um caráter interessante nos edifícios

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Até mais